Sunday, June 2, 2013

Kindle

Recentemente estive nos Estados Unidos e fiz dois posts sobre os locais por onde passei, mas resolvi dedicar um post a um produto comprado por lá: após alguns anos de protelação finalmente comprei um Kindle, o leitor eletrônico da Amazon. O modelo foi o Paperwhite, modelo relativamente simples em comparação às versões mais modernas com capacidade para vídeos, tela HD, áudio, acesso à Internet, câmera e muito mais. Como eu me conheço, sei que um tablet destes teria outros usos, então preferi um modelo mais simples para me dedicar apenas à leitura.

Apesar de ser simples, gostei muito do aparelhinho: pesa apenas 213 gramas, tem boa capacidade de armazenamento (2 GB) e aceita arquivos de formatos variados, inclusive .pdf e .doc. Talvez a limitação de ações do Paperwhite seja até uma vantagem em relação ao consumo de energia: por não fazer mil e uma coisas, a carga dura algumas semanas e seu maior gasto vem da iluminação da tela, excelente para leituras em ambientes escuros. Além disso, o modelo que adquiri tem wifi para baixar e comprar livros, mas há também a opção do 3G.

Já sabia de algumas destas características, mas há também as vantagens que fui descobrindo com o uso: a praticidade de carregar vários livros num objeto tão leve, a possibilidade de fazer destacar trechos de textos, incluir anotações e, principalmente, poder enviar arquivos via email - quando se começa a usar o Kindle é feito um cadastro no site da Amazon para que o usuário tenha uma conta, então basta mandar um documento em anexo para seu e-mail "@kindle.com" e pronto, ele é transmitido ao aparelho.

Sobre pegar livros por aí, há sites muito bem servidos de obras gratuitas como o Project Gutenberg ou sites de universidades, como o da Penn State University (estas, minhas duas maiores fontes de obras). O tempo outrora gasto, muitas vezes sem muito sucesso, em sebos e sites de livrarias, agora foi reduzido junto com os gastos pois é mais rápido e às vezes gratuito baixar livros. A mudança ficou muito perceptível na minha estante do Skoob: de romances e livros de História minhas leituras recentes passaram a ser sobre Economia e principalmente Filosofia. Não parece uma diferença muito significativa, mas é mais difícil do que parece achar bons livros de conservadores e de economistas da escola austríaca em sebos e até grandes redes como a Saraiva.

Concluo o post enfatizando as facilidades do produto e sua parte técnica. Conheço quem diga: "Ah, mas um aparelho destes não tem páginas, não tem cheirinho de papel, não tem dedicatória!". Eu mesmo pensava tudo isto e hoje vejo que isso é mais fetiche pelo livro do que gosto por leitura. É como comparar dois carros e considerar um deles melhor apenas por ter rodas de liga leve e um sistema de som mais potente quando o mais relevante do veículo é sua capacidade de carregar passageiros. O mais importante do livro, por mais que possamos nos esquecer, é seu conteúdo - e por mais que eu também goste de dedicatórias perdidas, anotações alheias e rabiscos pessoais, tudo isto é supérfluo. Recomendo a todos os leitores ferrenhos a compra do Kindle, mesmo tão mais caro aqui no Brasil do que lá fora ele acaba se pagando após algum tempo devido a todos os livros que deixam de ser comprados.

Pequeno, leve e lotado de livros do Chesterton (na tela, trechos destacados dos livros)

3 comments:

  1. Devia ter colado sue texto pra colocar na minha redação! hahahahahha, bjs Gabi

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  2. Vale a pena conferir! #amazon #kindle #tecnologia Excelente post sobre o Kindle e seus usos práticos no dia a dia :)

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