Tuesday, November 29, 2011

Porto Alegre

Mini-diário de viagem a respeito da última ida à capital gaúcha, dos dias 24 a 27 de novembro de 2011.

Dia 24 - Quinta-feira
Chegada às 11:30, fui recebido pelo amigo Giovanni e seu pai no aeroporto Salgado Filho. Almoçamos num espeto corrido (o rodízio aqui de São Paulo) e, após deixar minha bagagem num apartamento do bairro Rio Branco, fui com meu anfitrião até o marcado municipal. Ali comprei algumas garrafas de vinho, já que esse foi o presente mais pedido quando amigos e amigas sabiam que eu iria ao Sul e também meio quilo de erva mate, já que o tipo moído mais grosso não é achado com tanta facilidade por aqui.

Horas depois fomos ao Pampa's Burguer, na Cidade Baixa e aí teve início o único ponto negativo do passeio. Sentia alguns calafrios e um certo incômodo, mas mesmo assim fui até a lanchonete. Não consegui terminar meu lanche, que estava muito bom, mas gigantesco para quem estava com uma gripe começando. Saímos de lá (Giovanni, Rafael "Google" e eu) enquanto eu tremia a ponto de bater os dentes de frio - e o clima naquela noite estava bem agradável. Na volta tomei um remédio antes de dormir e, após algum tempo, a febre me deixou dormir.

Dia 25 - Sexta-feira
Acordei e saí com meu amigo, que tinha uma prova de seu mestrado às 10 da manhã. Caminhamos por algum tempo, mas mudei de rota quando chegamos ao Parque Redenção, meu ponto preferido de Porto Alegre. Depois de sentar num banco próximo ao espelho d'água central, tirar algumas fotos e fazer algumas anotações, subi até a rua Duque de Caxias e almocei um cachorro quente, o mesmo que foi base da minha alimentação quando passei pela cidade em 2008 e fiquei hospedado nesta rua.

Voltei ao apartamento, cochilei e após algumas partidas de Fifa 2011 no videogame, fomos até um pub da rua Padre Chagas, o Mulligan. Desta vez com Giovanni e seu amigo Francisco, comemos algumas porções e bebemos uma torre de chopp Eisenbahn e uma garrafa de Schmitt, artesanal e feita em Porto Alegre. Gostei do lugar, tem porções muito boas, ambiente agradável e enorme variedade de bebidas.

Dia 26 - Sábado
Saí com o Giovanni para almoçar e encontrar o também local André "Duracell". Fomos à Lancheria do Parque, restaurante e lanchonete que, dizem, não deve ter sido reformada desde sua fundação - até os garçons devem ser os mesmos. Comemos um xis, um lanche grande e lotado de ingredientes, algo como os maiores do Gordão ou do Lanchão - isso na capital, em outras cidades há alguns gigantescos que chegam a ter até creme de milho. Após a refeição, o trio foi até o Parque Redenção para gastar um tempo enquanto não chegava a hora do futebol.

Com Giovanni
Mais tarde fomos até o Clube Hebraica, local em que seria disputada a partida do pessoal que se conheceu através duma comunidade do Orkut, a Futebol Arte é Coisa de Viado (FAECV). Já havia encontrado três dos integrantes em POA anteriormente, mas desta vez foi possível organizar algo com mais envolvidos. A convocação deu certo e até deu pra deixar uma pessoa no "banco" do futebol: estavam presentes Marcos "Glub", Guilherme "Amargo", André Flores (que conhecia de 2008), Paulão, Rafael "Google", Thiago, Guilherme Laschuck, Camila Prates (jogando!) e o trio que almoçou junto.

Não vou comentar muito da partida pois meu desempenho foi ridículo, mas jogar não teve consequências muito trágicas para meu corpo sedentário. Os destaques são Glub, dono dum fôlego infinito; Amargo, que fechou o gol na medida do possível - toda hora estava descoberto - e André Flores, que domina a bola e não deixa que ela seja roubada.

Pessoal reunido para se hidratar
Terminado o jogo, fomos a um bar próximo e ainda tomamos algumas cervejas - a gaúcha Polar. Papo excelente, muitas risadas, debate sobre a dupla Gre-Nal e perguntas sobre a Ponte Preta... valeu muito a pena encontrar esse pessoal, já que quase todos eu só conhecia pela Internet. A bebedeira se estendeu por cerca de duas horas e, após o pessoal se dispersar, voltei para o apartamento do Giovanni. Como ele estava exausto e com dor de cabeça, saí de novo, mas desta vez com o amigo daqui da região de Campinas radicado em São Leopoldo/RS, Filipe. Fomos a outro pub da Padre Chagas, o Dublin. Lugar excelente, com cervejas mais simples, música ao vivo e muitas, muitas lindas mulheres. Vinte reais de entrada e cerveja a um preço razoável. Recomendo veementemente o bar a quem for até Porto Alegre.

27/11 - Domingo
Cena pitoresca: quando voltava do Dublin, já quando o sol começava a raiar, o pai do Giovanni já estava de pé e lavando louça, ou seja, é dono duma motivação sem igual. Como ele iria pedalar com o filho, acordou mais cedo e aproveitou para dar um trato na casa. Cochilei por poucas horas, saímos toda a família e eu para um giro pelo centro, pela Zona Sul, alguns bairros mais distantes, Ipanema.... almoçamos e, após uma breve passagem por um shopping, fui levado ao aeroporto.

Tuesday, November 22, 2011

Porto Alegre, a volta

Após três anos, volto a Porto Alegre para passar o feriado americano de Dia de Ação de Graças. Já fui à capital gaúcha em 2008 para conhecer o Olímpico e o Beira-Rio, além das outras atrações da cidade. Gostei demais do Parque Redenção, dos prédios da UFRGS ao seu redor, das ruas arborizadas da cidade, da Cidade Baixa... Volto também para conhecer direito o pessoal da FAECV, comunidade do Orkut que migrou para o Facebook e que tem em "POA" seu principal núcleo de integrantes.

Na primeira viagem, ainda pouco entrosado com o grupo, acabei não anunciando tão bem minha ida e, por isso, encontrei apenas três membros: André Flores, Marcão "The Eagle" e Froner, que me ensinou como cevar mate. Fui surpreendido após voltar com as cobranças e alguns "por que não disse que viria?", então desta vez anunciei bem que iria até Porto Alegre - inclusive graças à amizade muito maior com parte do pessoal.

Enfim, vou quinta-feira, fico hospedado na casa do amigo porto-alegrense Giovanni Rolla - que já hospedei em razão dum evento de estudantes de Filosofia na Unicamp - e retorno no domingo a noite. Confirmado até agora, há um futebol que também pode virar churrasco no sábado. Como a Ponte Preta já subiu e não vai precisar de sua Batalha dos Aflitos no sábado, vou tranquilo beber, comer e jogar com os amigos.


Monumento aos Açorianos e, ao fundo, a maior rampa de skate do mundo (RS, melhor em tudo)

Saturday, November 5, 2011

Dez anos

Domingo passado, pela manhã, fui ao Majestoso encontrar uns amigos juventinos e assistir Red Bull 2 x 1 Juventus. Essa partida e o encontro com o pessoal valem uma postagem mais para a frente, o que escrevo agora é sobre o que aconteceu no caminho até o estádio. Ali nas redondezas fica o Colégio Pio XII, claramente uma escola católica e pertencente à PUC de Campinas. Numa sala ali dentro, há cerca de dez anos, prestei vestibular para o curso de jornalismo da universidade campineira.

A prova ocorreu nos últimos dias de novembro e o resultado saiu em 13 de dezembro, quando eu estava em São Bento Abade, uma cidade de cinco mil habitantes do sul de Minas, para participar do casamento de um primo. Após nem sei quantas ligações para Campinas, consegui descobrir com parentes que havia sido aprovado. Comemoramos moderadamente já que este passeio não foi dos mais agradáveis e na volta corri com meu pai para fazer a matrícula no ginásio com centenas de outros "bixos".

Era legal conhecer aquele mundo novo, com tanta gente diferente, ainda mais porque saí dum terceiro ano com quinze pessoas e comecei a faculdade numa classe de noventa. Havia o pessoal saindo do ensino médio assim como eu, a turma dos vinte e poucos anos, os mais maduros como o Dr. Marcelo Aguirre, apelidado apenas de "Doutor" - um dentista que estudava Jornalismo por hobby. Havia os maconheiros, as patricinhas, os cults, os agitadores políticos (maconheiros com camisetas do Che), o pessoal do futebol, as CDF's... e a minha turma. 

Ainda nos primeiros dias o professor de expressão corporal (vulgo "aula de teatro") Paulo Afonso juntou a classe em grupinhos para as atividades do resto do semestre e caí com a galera que não se encaixava em lugar algum. Talvez era exatamente essa a característica do grupo, ser uma espécie de sessão "outros" da classe. E assim, Lígia, Thiago, Leonardo, Carlos, Juliana, Daiane, Regiane, Maurício e eu fizemos várias atividades e encerramos o semestre com uma apresentação assim como os outros grupos, mas acho que estávamos num nível A Praça é Nossa de atuação. Se ganhamos mais olhares de condolência do que aplausos, pelo menos as amizades valeram a pena.

Aula de fotografia, acho que em 2004


A equipe do teatro manteve-se unida nos intervalos e os integrantes faziam trabalhos juntos. A visita à redação da Playboy, o primeiro boneco duma revista, os churrascos em Americana, as inúmeras idas à Padoca, o bar que frequentávamos toda semana graças à professora de Português - ela sofria de hérnia de disco e não tinha uma substituta (o jornalismo brasileiro "agradesse") - e várias outras lembranças nasceram no decorrer de 2002 e 2003. Assim foi até que aquele grupo começou a se desmembrar, com cada integrante numa turma nova e eu, de carona com o vascaíno Maurício Vargas, tornei-me parte do "pessoal do Bolão".

O tal pessoal do bolão era a LUB, Liga Universitária de Bolão. Sempre no fundo da classe e nas mesas de cantina para discutir os resultados da rodada, as transferências de atletas, algum lance polêmico, alguma nova camisa de algum clube qualquer, arbitragens, hinos de clubes, chuteiras... o ápice foi a disputa de uma partida de Stop com campos relacionados ao futebol. E assim Márcio, Aoki, Doutor, Zé, Carlão, Giacomeli, Cervantes, Thiago, Maurício e eu passamos os últimos anos do curso.

Foi uma mudança gritante para alguém que passou anos sem ver uma partida de futebol e hoje tem carteirinha de sócio-torcedor dum clube, além de já ter viajado até outro estado para ver uma partida quase perdida de Copa do Brasil. Quando meu gosto por futebol atrofiou nos anos 90, nem me imaginava voltando a assistir uma partida inteira, mas aos poucos aquela turma que não mudava de assunto me transmitiu de volta o vício pelo esporte. Esses nove amigos viraram outras dezenas através de comunidades do Orkut: gente do Rio Grande do Sul a Pernambuco, passando por Minas, Paraná, Rio de Janeiro... não só as amizades, mas também a capacidade de faze-las, já que eu era muito tímido e inibido há dez anos. Hoje ainda não sou extrovertido como um Rodrigo Faro (bom, melhor nem ser mesmo), mas já melhorei muito em relação ao cara que começou a faculdade se escondendo pelos cantos e evitando contato com todos a custa de muitas divisões da classe em turmas menores, cada vez com colegas diferentes e muitas gravações de áudio e vídeo.

"Você joga no São Paulo?". Por algum tempo essa piada não fazia sentido para mim

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