Friday, July 30, 2010

Som de Sexta IV

Vocês, resistentes leitores, já devem ter percebido que gosto um pouco de futebol. Como também já escrevi aqui, gosto também do mundo militar. Somando os dois elementos, acabei pegando gosto por hinos de futebol - os mais tradicionais, marchinhas e afins, não essas bizarrices eletrônicas que alguns clubes europeus inventam para se modernizarem. Hoje até simpatizo mais ou menos com alguns clubes de acordo com a opinião que tenho sobre suas composições: Atlético Mineiro, a dupla Gre-nal e o Coritiba são mais cativantes enquanto Cruzeiro, São Paulo e Fluminense tornaram-se indigestos.

Após ouvir boa parte dos hinos nacionais, passei a buscar os internacionais, principalmente os latinos europeus: cheguei a completar toda a Serie A italiana de 2007 ou 2008, porém, muitos só serviram para matar a curiosidade. Não dá para respeitar um clube que escolhe ser representado por uma canção de reaggae, techno ou pela Fafá de Belém. No entanto, alguns clubes conseguem ter ideias muito legais, inclusive algumas canções alusivas a momentos especiais, como centenários, títulos ou a final da FA Cup inglesa.

Essa decisão, inclusive, proporcionou o vídeo de hoje: o londrino Tottenham Hotspurs lançou a música abaixo para comemorar a conquista da vaga na final da copa nacional inglesa da temporada de 1980/1981 - a de número 110 da história do país. É até interessante traçar um paralelo: por aqui, o título da Copa do Brasil é visto apenas como a conquista duma vaga para a Libertadores enquanto na terra da rainha, se comemora a simples classificação à decisão. Posteriormente os Spurs sagraram-se campeões após vencer o Manchester City: Villa abriu o placar, MacKenzie e Reeves viraram, Crooks empatou e Villa fez o gol do título.

Wednesday, July 28, 2010

O Wii

Neste último domingo, após muita espera, finalmente tive a chance de conhecer o último console da Nintendo, o Wii. Confesso que não tinha tanta expectativa pelos jogos em si, já que a produtora japonesa faz um estilo mais infantil, com games megacoloridos, personagens cartunizados e histórias muito bonitinhas. No entanto, o sistema de captura de movimentos era algo que realmente aguçava minha curiosidade. Acredito que a indústria dos jogos eletrônicos, após anos de evolução tecnológica, está chegando ao ápice da qualidade gráfica e da velocidade de processamento, então o caminho é explorar novos campos e buscar novos rumos.

O contato com o Wii se deu na casa de minha família. Minha irmã Lucila, após algum tempo dividida, se rendeu às suas vontades e fez a compra que incluía o jogo Wii Sports, que contém simulações de baseball, tênis, boliche, boxe e golfe. Além dele, ela também comprou os famosos Winning Eleven e Need for Speed. Após uma rápida apresentação, comecei a brincar com o modo de boliche, depois o de boxe e, finalmente, o de baseball.

Achei bem interessante a forma como os movimentos do controle são bem interpretados pelo sensor - e bem representados na tela. Como os jogos são dinâmicos, exigem esforço físico, principalmente o modo de luta: no terceiro e último round eu já torcia para o adversário nocauteado não se levantar.

Impossível jogar o Wii com tanta gente amontoada

Enfim, dou os parabéns à Nintendo pela forma como criou um videogame que não cria barreiras a quem não é acostumado a jogar. Jogos de alta complexidade, que exigem tutoriais, treinamentos e apresentações longos têm seus prós, porém é necessário criar espaço também para o jogador ocasional, para o curioso, para a família de quem joga... enfim, videogames não podem seguir esse rumo que tomavam, tornando-se uma forma moderna de alquimia: um conhecimento raro dominado apenas por um grupo seleto.

Outro feito do Wii é que ele dá a possibilidade do jogador combater o sedentarismo, já que jogos simples como o que citei ou o Wii Fit conseguem fazer qualquer um gastar várias calorias - tomando cuidado para não machucar a si mesmo ou a quem estiver por perto.

Friday, July 23, 2010

Som de Sexta III

Nos idos de 1999, quando eu estava em guerra contra o mundo por passar uma fase difícil (adolescência, doenças na família, isolamento, uma escola da qual eu não gostava), acabei conhecendo o heavy metal através dum colega de estudos. Comecei a pegar gosto pelo estilo musical e vi ali uma válvula de escape para minha revolta adolescente, principalmente com bandas de uma vertente mais rápida e agressiva conhecida como "thrash metal": Metallica, Sepultura, Megadeth, Kreator e, uma que me parecia inacessível, Slayer.

Inacessível pois, na época, era difícil arrumar arquivos em MP3 e eu também não tinha dinheiro para sair comprando discos a rodo, então só comprava os que eram seguros. Por isso tudo, não me arriscava a comprar CD's de bandas desconhecidas, por mais renomadas que fossem.

Tudo isso durou até o dia em que, assistindo o finado "Fúria MTV", precisei sair da sala por uns instantes e peguei o clipe abaixo já com alguns minutos. Não sabia que banda era aquela, mas fiquei curioso de saber o que era aquele tanque de guerra musical. Para a minha surpresa - só minha, pois a ironia é óbvia agora que resumo tudo nesse post - a banda que estava tocando ali era o Slayer, com duas músicas dos anos 80: Black Magic (do primeiro disco, Show No Mercy) e Raining Blood (do quase homônimo Reign in Blood).

Hoje já não sou mais tão radical, até já postei aqui vídos de outros estilos, mas até hoje gosto de pegar umas desgraceiras sonoras - principalmente para encarar o trabalho, em alguns dias metal extremo vira motivação.

Tuesday, July 20, 2010

Macro-twittering VI

- Mais uma visita a Araras. Conheci o sétimo e último tio (Rui, irmão mais velho de: João, Marta, Mara, "Lemão", "Tico" e "Fu", sem ordem específica), além de ter almoçado com a namorada, a cunhada e a sogra. Não consigo enjoar da cidade e a coisa já chegou num nível em que a Musa, labradora da dona Marta, nem fica com ciúmes quando a dona é abraçada - já começo a ficar até sem graça com o assédio da "gordona".

- Depois de meses tentando criar coragem, arrisquei raspar minha própria cabeça no sábado. "Arrisquei" pois tinha uma festa de aniversário na noite de sábado e o encontro com a família da namorada no domingo, então um FAIL aqui significaria uma navalha em ação e a obrigação dum novo visual. O melhor de tudo: botei o carro na frente dos bois e comecei usando apenas o espelho do banheiro, ou seja, não tinha outro lugar para ver a minha nuca. Fiz a maior parte, inclusive atrás, às cegas, coloquei um boné e fui para o centro da cidade tentar achar um espelhinho. Voltando para casa notei umas "ripas" de cabelo, um ponto meio alto, mas deu para consertar tudo. Apesar de um ou outro "furo" na parte de trás (sem piadas cretinas com minha calvície), ficou até bom o resultado. Devo manter esse cuidado semanalmente e, com a prática, devo melhorar e até evitar essas falhas.


Tenho perdido um pouco de cabelo

- Falando na festa acima: fomos (Lucila e eu) ao aniversário duma amiga dela, a Nadja. A comemoração de algumas primaveras foi na Casa Rio, bar de samba que fica no distrito de Sousas, perto do Cartum. O lugar continua legal e com um bom chopp, mas o problema de superlotação também permanece. De qualquer forma, foi interessante conhecer algumas de suas amigas, principalmente a Sueli, grande amiga nipônica da minha namorada.

- Nessa semana devo dar uma olhada em bicicletas no shopping Dom Pedro e em algumas lojas ali da Orozimbo Maia. Não é nem tanto para sair pedalando com tudo por aí, pegar estrada e tal, mas muito mais para dar umas voltas por agilizar a ida à academia: apesar de ser no mesmo bairro em que moro, ela fica um pouco longe e o tempo tem sido curto (moro em Campinas e trabalho em Hortolândia, então sempre perco uma hora e vinte minutos do meu dia viajando para o trabalho). Com a bike, daria tempo até de ir treinar antes do expediente - tendo extrema fé de que conseguiria acordar por volta de 6 da manhã.

Saturday, July 17, 2010

Minhas treze listras

Dia desses, minha namorada conversava com sua irmã e houve um comentário sobre eu ter uma tatuagem da bandeira de São Paulo no meu ombro direito. Apesar de perguntar o PORQUE dessa arte corporal, minha cunhada não conseguiu uma resposta e, por isso, decidi escrever esse post. É uma forma de evitar equívocos também, inclusive por já ter sido confundido com careca, skinhead, neo-nazista e afins - parece que ninguém pode ficar calvo e raspar a cabeça em paz.

Enfim, sobre a "tattoo": ela foi feita em Campinas pelo Xandó em três sessões. A primeira com os contornos, a segunda com preenchimento e a última com retoque do preenchimento e detalhes. Graças à minha indisponibilidade de horário, demorei alguns meses para completa-la (acho que do final de 2007 ao meio de 2008), mas ela ficou muito acima do esperado. Quando voltar a ser tatuado, creio que será com o mesmo tatuador que trabalhou no meu ombro. Como já falei da arte em si, agora vocês saberão os motivos que me levaram a escolher a bandeira.


A dita cuja

Desde muito novo fui criado no meio militar devido à carreira do meu pai na PM paulista. Vi desfiles, trocas de comando, formaturas de recrutas, inspeções... e acabei achando legal toda aquela "estética militar", se é que dá para usar esse termo. Também sempre gostei das cores nacionais, ficava com um nó na garganta no hino nacional, mas com o tempo fui vendo que algumas coisas pareciam muito distantes para mim. Quando chegava a época de Carnaval, sentia algo estranho: como que eu poderia não gostar de algo que o Brasil inteiro adora? E isso foi crescendo: não via graça no frevo, não entendia o que os gaúchos falavam, o café muito fraco era chamado de "café de mineiro".

Aos poucos fui vendo que gostava do país, mas só conseguia ver como uma nação o estado paulista. Não que eu odiasse o resto do Brasil, longe disso: acho que tem muita coisa legal espalhada por todos os lados, não alimento aquela rixa infantil com os cariocas e fiz inúmeros amigos em outros estados graças à Internet. Acontece que só me sinto em casa de verdade quando estou na terra das bandeiras - onde eu creio que não "pegou" a brasilidade forçada que Getúlio Vargas tentou criar. Lembro nitidamente de como fiquei sem jeito em 2005, quando a Seleção venceu a Copa das Confederações goleando a Argentina e se preparou para ir ao pódio imitando uma escola de samba e pensei: "Essa seleção não me representa".

Após algumas experiências em que notei ser mais apegado a esse pedacinho de terra do que ao conjunto todo, comecei a me interessar pela história, pelos símbolos e pela cultura – hoje acho que o “perfil” paulista vem exatamente desse caldeirão social e étnico. Como já era fã de tatuagem, acabei usando esse meio para homenagear meu orgulho. Acontece que, como esse regionalismo não é tão habitual por aqui (talvez seja mais no Rio Grande do Sul e em Pernambuco), é normal que a bandeira que carrego no braço cause certa estranheza.

Bom, é mais ou menos isso aí. Se entenderam, excelente. Se não, eu tentei.

Friday, July 16, 2010

Som de Sexta II

Essa música do canadense Bob Sinclar era MUITO tocada durante a Copa de 2006, principalmente pela Rádio Bandeirantes (já que ouvi muito das partidas através da voz de José Silvério). Hoje, ao ouvi-la, já lembro do emprego no Command Center da IBM, das frequentes happy hours após o expediente que terminava às 16:00 e, principalmente, da Copa em que sequei o Brasil.

Além das lembranças, postei esse vídeo pois é uma das músicas mais legais que já ouvi - assim como são legais o Martín Palermo, o Dadá Maravilha, a Ponte Preta e outros.


Wednesday, July 14, 2010

IMORTAL!

Não, não é post sobre o Grêmio. Também não é sobre a Ponte Preta (que voltou muito bem à disputa da série B e venceu o América-RN por 3 a 0 ontem a noite). O post é apenas para registrar que meu pen drive sobreviveu copeiramente a um mergulho na máquina de lavar.

Sunday, July 11, 2010

Macro-twittering V

- Domingo passado almocei com meu sogro, o Esem. Comemos no excelente Spice, que fica na Dr. Guilherme da Silva, perto da Júlio de Mesquita e fechamos o restaurante, conversando até as 4 da tarde. Acho que já o conhecia há anos, desde uma visita à USP feita na época em que ele recepcionava os estudantes. Apesar de que a Lu disse que ele era mais "sério", o encontro foi bem agradável e não houve nenhum mal-estar. Por coincidência, trocamos garrafas de vinho e, assim como o resto dos parentes da minha namorada, ele fez piada com meu time - bom sinal, já que só brinca quem está à vontade.

- Após uma semana turbulenta, as coisas estão começando a se encaixar melhor aqui no trabalho. Entrei aqui no meio do fechamento do quartil e, ainda por cima, a saída repentina duma funcionária desencadeou uma reação inesperada: quem deveria me treinar teve que mudar de time, tão sem treinamento quanto eu. Agora que as coisas estão se acalmando dá para aprender tudo com mais facilidade.

Cinco pontos (pandjango)

- Errei praticamente todos os palpites da Copa. É verdade que palpitei MUITO mais com o coração do que com a razão, mas ainda assim, alguns resultados ainda não foram digeridos. Para a final, acredito no título holandês, mas não consigo nem mais sustentar minha argumentação.

- Não falarei exatamente sobre o goleiro Bruno (muito menos sobre o lamaçal que os envolvidos deixam como rastro), mas sobre a imprensa. Para quem não sabe, sou jornalista e hoje meu papel é de ser um velho amargurado que resmunga ao avistar qualquer deslize dos meus colegas de formação que deram a cara para bater. No caso do jogador flamenguista, no entanto, creio que não houve tanto exagero em acusa-lo como houve recentemente com o pai e a madrasta da menina Isabela. Sim, esse tem sido o assunto mais comentado das últimas semanas e não se fala de outra coisa no Brasil.

O teor das matérias que vi, porém, não foi opinativo, houve apenas a apresentação contínua de provas e mais provas que depunham contra o arqueiro. Essa necessidade de noticiar evidências que não cessavam de surgir causou essa superexposição - natural, também, devido ao fato do protagonista ser uma pessoa pública.

- Voltei a tomar albumina, suplemento de proteína vindo da clara do ovo. Em pouco mais de uma semana de consumo senti uma certa evolução na musculação: um pouco no ganho de massa magra, mas a melhora principal é que sinto mais energia durante o treino. Penso em tomar whey protein mais para a frente, mas ainda não sei se mudo ou se continuo com o whey.

- Quinta-feira (08/09) meu pai ficou no apartamento para receber a visita da equipe de instalação da Embratel. Após algumas cabeçadas da equipe - principalmente por aparecer sem agendar a visita - descobriram que o prédio não tinha estrutura para mais cabeamento de televisão, já que a Net havia usado toda a tubulação disponível. Creio, então, que minha saída será fechar com essa empresa tão profissional e dedicada a agradar o cliente.
Skavurzka!!

Friday, July 9, 2010

Som de Sexta

Para dar uma levantada no blog de tempos em tempos, começarei a postar alguns vídeos de bandas que ouço. A ideia é só movimentar um pouco o meu espaço, deixar algumas dicas de som e revirar os baús da minha memória (blog não é só para os leitores). Não vou nem me alongar muito sobre artistas, biografias nem nada, só vou me esforçar para manter essas postagens numa frequência semanal.

Para começar, um trio famoso: os rappers Beastie Boys. Três caras brancos, de origem judaica, que começaram a mexer com rap nos anos 80 sampleando Black Sabbath, Slayer e outros monstros do rock/heavy metal. Até o excelente seriado Everybody Hates Chris brincou com os rapazes, dizendo algo como "Três rappers brancos? Impossível chegar a algum lugar! Muito melhor Fat Boys!".

Esse som se chama Triple Trouble e não é das músicas mais famosas deles, mas mantém a tradição dos clipes hilários. É mais uma versão sampleando Rapper's Delight (algo que até o nosso Gabriel, o Pensador fez), que também é trabalho alheio, então é o ladrão roubando o ladrão.

Tuesday, July 6, 2010

Monday, July 5, 2010

Começando com o pé direito

Dia 14 de junho comecei na IBM e cheguei a comentar aqui as primeiras impressões sobre o emprego, mas ainda estava numa semana de treinamentos, lutando contra uma gripe. Pois bem, agora já deu para botar a mão na massa apesar de algumas limitações: como muito material com que se lida é confidencial, é necessário criar acesso em servidores, pedir autorização para isso, aguardar que a requisição seja realizada pelo time de suporte... como era fechamento de quartil, não tive tempo de fazer todos os preparativos, apenas o crucial. Telefone, alguns treinamentos, até mesmo amizade com o pessoal, tudo isso ficou em segundo plano graças à correria que foi a última semana. O bom é que acabei sobrevivendo ao batismo de fogo e já entrei recebendo parabéns de colegas e gerentes daqui e de fora.

 A fase é boa!!

Após a virada do mês, já com mais calma, tive tempo para terminar dois treinamentos e consegui almoçar com parte do time, jogar conversa fora e conhecer um pouco do pessoal. Vi que há pessoas formadas em outras áreas (inclusive uma jornalista), um rapaz mora no São Bernardo (fui "vizinho" desse bairro quando morei na Cidade Jardim), há os fãs de futebol; aos poucos o pessoal também vai me conhecendo.

Sobre o trabalho em si: a minha tarefa é uma espécie de atualização de inventário, cadastrando máquinas que são vendidas para o comércio americano. Para ilustrar, imaginem que o McDonald's mais próximo compra cinco computadores para serem usados como caixas. Minha tarefa é inserir no sistema uma entrada que diz que aquela máquina, com aquele número de série, está na empresa X, filial Y, no endereço Y (não adianta dizer apenas "a máquina está num Mac").

O comércio também precisa estar cadastrado, então aí entra uma parte interessante do trabalho: caso não haja registro daquela empresa e/ou filial no sistema, é preciso procurar por evidências de que ela exista mesmo. Para isso, posso usar sites de empresas, de alianças comercias e até o Google Maps, desde que a empresa esteja cadastrada em algum desses locais. Esse trabalho de pesquisa é bom para quebrar um pouco a rotina de trabalho repetitivo, algo que eu senti falta no meu emprego anterior.

Esse processo, como minha ex-gerente ilustrou, não tem como desafio a complexidade, mas o volume de trabalho e serve como uma porta de entrada para funcionários novos, que podem ir se deslocando para outras áreas do time de Instalações. Agora estou gostando muito do time, do ambiente e do trabalho, vamos ver o que pinta por aí.

Hoje, segunda-feira, é emenda do feriado de 4 de julho (independência dos Estados Unidos) e era para eu estar em casa, mas peguei um treinamento que dura o dia todo e, enquanto este post é publicado automaticamente, estarei tomando notas sobre a multinacional em que trabalho. Ou seja, não estou blogando em plena segunda-feira a tarde!!

Saturday, July 3, 2010

Livrando a cara deles

Não creio que Dunga tenha que carregar sozinho o fardo da eliminação brasileira na Copa. Felipe Melo, mesmo com uma apresentação desastrosa, também não deve ser crucificado como Roberto Carlos também não pode ter sua história na Seleção marcada por uma arrumada de meia. Hoje simplesmente uma inspirada Holanda encontrou um vacilante Brasil. A sólida zaga, considerada pela imprensa como a melhor do mundo, cedeu dois gols em erros primários contra um adversário letal e traiçoeiro.

Júlio César, tido como melhor goleiro do mundo, falhou ao sair do gol e não avisar que a bola era sua, aviso que tem que ser dado em qualquer pelada de várzea. Um simples grito "Minha!" e pronto, o instável volante brasileiro não subiria junto para buscar a pelota.

Logo depois, escanteio holandês e o pequeno Sneijder, com apenas 1, 70m, sobra para cabecear sozinho na entrada da pequena área, após receber passe de cabeça de Kuyt, mal marcado por Luís Fabiano. A dupla de volantes Gilberto Silva e Felipe Melo, mal posicionada, protegeu o segundo pau e permitiu que o meio-campista da Inter de Milão fizesse seu primeiro gol concluindo jogada aérea em toda sua carreira.

Alex, eterno injustiçado, poderia fazer diferença

Após a virada, começou o descontrole canarinho: Melo pisou em Robben, que já estava caído, sendo expulso e deixando o Brasil em desvantagem numérica. Dunga, sem opções no banco para a criação (aí sim acredito que está sua maior parcela de culpa, pois sobraram volantes e faltaram meias), demorou demais para tirar o apagado Luís Fabiano. Aliás, ao ser eliminado duma Copa do Mundo sem fazer as três substituições que lhe são de direito, o técnico gaúcho mostrou não ter frieza suficiente para manter o controle enquanto está envolvido com o jogo de maneira indireta.

Espero agora que a torcida não faça uma caça às bruxa como fez com o lateral-esquerdo da última Copa. É preciso reflexão para se buscar os pontos que precisam ser melhorados, tranquilidade para se contratar um novo treinador e maturidade para reconhecer a qualidade do adversário.

Thursday, July 1, 2010

Ajudando

Como o blog anda bem parado, vou fazer um post breve, muito mais como prestação de serviço do que como atualização. É para falar do World Community Grid (WCG), programa de computador que usa a capacidade de processamento ociosa de várias máquinas para processar dados de pesquisas. Para ilustrar, seria como várias pessoas espalhadas pelo mundo, cada uma com algumas dezenas de peças dum quebra-cabeça. Assim que cada um termina seu pedacinho, esses blocos de cada indivíduo são enviados e formam uma obra muito maior.

No caso do WCG, o objetivo é ajudar laboratórios com pesquisas sobre Aids, câncer, distrofia muscular e fontes limpas de energia. Além desses, há outros projetos em que é possível se cadastrar, inclusive em outras áreas (faço parte do WCG e do ABC@Home, que ajuda a resolver uma equação). É possível também se filiar a vários times, como empresas, grupos de amigos e países - e como o Brasil está numa posição ridícula (53º) com apenas 559 membros, resolvi fazer esse post na expectativa de que pelo menos algumas pessoas colaborem ou pelo menos divulguem o projeto.

O link para o site do projeto é ESTE e é preciso fazer um cadastro bem rápido, além de baixar o programa para receber os pacotes de informação. Depois de instalado o programa, é possível definir ainda qual a porcentagem de processamento que poderá ser utilizada. Infelizmente ainda não há uma versão em português do site, mas é bem fácil fazer o cadastro e usar o programa.

Ouvindo: Orange Goblin - Healing Through Fire

Amanhã ou depois, post contando sobre as novidades do trabalho!

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