Saturday, July 16, 2011

Ponte Preta inflamante

Acabo de chegar do dérbi, o clássico campineiro entre Ponte Preta e Guarani e escreverei pouco pela exaustão que sinto e pela quantidade de emoções indescritíveis causadas pela vitória do meu time por 2 a 0. Venceu a alegria, venceu o povo, venceu a alma, venceu a esperança - que não é sempre verde. Os tentos de Ricardinho e Ricardo Jesus, a dupla de ataque alvinegra, foram acertos dentre as poucas chances criadas pela equipe, mais preocupada em administrar o resultado no segundo tempo. O adversário, em situação incômoda na tabela, deu um susto logo nos primeiros minutos com uma bola no travessão e depois chegou a marcar duas vezes: a primeira anulada graças a uma falta de ataque e, a segunda, devido a um impedimento.

A única torcida que fez festa
 A nota negativa fica para o pífio trabalho da polícia: trouxe o time visitante apenas uma hora antes do início da partida - quando a torcida local já era de alguns milhares de pessoas frente ao estádio. Objetos foram arremessados e até uma janela do ônibus foi furada por uma pedra. Como resposta, soldados avançaram contra a massa e assim começou uma correria. Depois, durante o intervalo, bugrinos atearam fogo a uma sala que fica no setor de visitantes e mais uma vez a PM se mostrou ineficaz: não conseguiu permitir que os bombeiros apagassem o fogo e agiram com excesso de força, com um torcedor atingido por uma bala de borracha em sua jugular - enquanto escrevo este post ele é operado num hospital da cidade.

A janela quebrada

Enfim, fica aqui um brevíssimo relato do que foi o dérbi. Para quem quiser uma matéria sobre a partida, tem uma boa AQUI - inclusive com vídeos dos gols e do incêndio. As inúmeras lágrimas dos dois lados, os abraços e a euforia são óbvias e parte de qualquer grande partida de futebol, então não é possível descreve-las para quem não gosta do esporte e qualquer descrição é desnecessária para quem gosta.

P.s.: esqueci de citar que grande parte da imprensa campineira fez coro para atacar Raul, o locutor dos jogos da Ponte que fez uma ou outra piada durante o intervalo - e o culpam pelos incidentes da torcida adversária, que teria se irritado com as provocações. Ora, então uma provocação - mesmo que inconsequente, reconheço - dá direito para que se aja agressivamente e que se destrua o patrimônio alheio? Além disso, é notório que a torcida do GFC sempre depredou seu espaço no Moisés Lucarelli, com ou sem provocações que motivassem esses atos. Deixo então expresso meu repúdio ao linchamento que praticam e meu apoio a esse grande motivador e "showman" dos intervalos.

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