Thursday, December 20, 2012

2012

2012 vai chegando ao fim e achei necessário escrever uma retrospectiva do ano que se encerra (hooo, figura pública). Longo ano, posso dizer, de tantos altos e baixos, surpresas, mudanças em meu comportamente e ao meu redor. Foram doze meses em que me arrisquei mais do que de costume e colhi bons frutos por isto, além de ter sido mais firme em meus posicionamentos, principalmente no momento em que deixei de frequentar o Moisés Lucarelli. Ainda engatinho em algumas áreas de discussão, mas hoje já me acostumo a defender pontos de vista pouco populares referentes a: política, economia, comportamento e até esporte - largar o futebol exigiu mais debates do que eu esperava, acreditem.

Partindo do princípio: logo após um bucólico réveillon, em janeiro tive dez dias de férias e neste período fiz a tão protelada tatuagem em memória de minha mãe. Houve, no entanto, um episódio não citado aqui no blog, mas digno de menção: um dia antes de ir ao estúdio de tatuagem saí de casa sozinho e fui ao Bar do Wili tomar uma cerveja. Apesar da certa insegurança de beber desacompanhado, ainda consegui exercitar a cara de pau ao puxar papo com uma moça no balcão do bar e ainda arrumei um encontro para outro dia da semana. Este simples gesto, aparentemente insignificante, exigiu um esforço hercúleo deste cara ainda tímido e tão incompetente na arte de abordar desconhecidas. Depois de alguns encontros paramos de nos ver, assim como não deram certo outras tentativas de envolvimento depois, mas se houve algo que felizmente consegui trabalhar nesse ano foram a timidez e a falta de autoestima.

FAECV reunida: Freixeda, Paulo, Antônio, Gregory, Germano, Eu, Everton e Nelson
Assim como me arrisquei mais em relacionamentos, também me doei mais aos amigos. Destaque para o I Encontro Nacional da FAECV realizado em São Paulo no mês de abril, com as ilustres presenças do gremista Herr Germano Schneider, do lesk carioca Antônio Florêncio e de vários paulistanos do grupo. Houve também as reuniões com as amigas Lígia, Ju e Suelene para debater os rumos do heavy metal mundial e a influência do Manowar sobre a cultura ocidental. Além destas, houve outras ocasiões para conhecer ou reencontrar colegas: bebedeiras futebolísticas, aniversários, desabafos que ouvi e contei, além da volta aos shows com Exumer, Artillery e Behemoth.

  
Ainda no começo do ano uma mudança foi o princípio duma era de mudanças no meu ambiente profissional. Quando, lá em maio, a jovem Mayara (ainda com dezessete anos) foi anunciada como nova funcionária do time do qual faço parte, mal imaginava eu que haveria uma grande renovação entre os integrantes do time e que o clima seria melhorado de forma tão significativa. Hoje faço parte duma excelente equipe, de profissionais comprometidos e que fazem com que cada ida minha ao trabalho seja desafiadora, porém de maneira muito positiva. Quanto à Ma, acabei adotando a "novinha" como minha filha e já acharam um álibi para minha calvície galopante.

Time reunido para o amigo secreto de fim de ano
Seguindo a linha cronológica chegou o fim do primeiro semestre com vinte dias de férias em maio, a turbulenta viagem ao Uruguai e a mudança de minhas atividades na IBM quando deixei de trabalhar com parceiros americanos e passei a atender brasileiros. Aprendi demais com isso, principalmente a dosar a informalidade e o "jogo de cintura" necessários para lidar com todo tipo de gente, desde o cliente furioso que requer seriedade até o vendedor que me liga dizendo "Luizão, tem como ver tal coisa? Tem?? Fechou então, valeu aê, abração!!". É engraçado ver como eu estava acostumado aos contatos mais contidos dos polidos colegas americanos, hoje até fico em dúvida se eu levava meu comportamento da empresa para a vida pessoal.

Um dos pontos baixos do ano, no entanto, veio do campo profissional. Recebi no começo de julho um "defect", uma reprovação numa auditoria interna: mensalmente algumas amostras de registros feitos são colhidas entre as atividades realizadas recentemente e é preciso mostrar que tudo foi feito corretamente. Entre as inúmeras máquinas que tiveram seu prazo de garantia registrado por mim, defini que uma delas teria o número errado de anos de cobertura por um erro de um dígito. Engano bobo, infantil, mas que gerou muitas dores de cabeça, reuniões, peso negativo em minha avaliação anual... mas enfim, sobrevivi, aprendi a ser mais cauteloso e centrado, além de que mais tarde tive feitos que ajudaram a melhorar meu ano.

Agosto foi o mês das maiores aleatoriedades: numa assembleia a respeito de reajuste salarial questionei a forma como a empresa em que trabalho ofereceu um bônus e chamei a postura da empresa de "ardilosa", uma ousadia da qual eu jamais me consideraria capaz - uma sequência do uso de cara de pau iniciada naquele balcão em janeiro. Na vida pessoal, uma semana depois minha irmã deixou o país para trabalhar como au pair - e assim começou a aproximação entre meu pai e eu. Em seguida comecei as aulas de boxe e, para fechar o mês, resolvi fazer uma festa de aniversário e interrompi um hiato de dezessete anos sem comemorar a data. Foi interessante reunir amigos que não se estariam juntos se não fosse por terem em comum a amizade comigo, assim se vê o encontro de mundos às vezes tão distantes. Reforçando o que disse sobre me doar mais aos amigos, foi apenas nesta comemoração que conheci pessoalmente a Maju, com quem eu mantinha contato virtualmente há muito tempo - mesmo os dois morando na mesma cidade.

Suelene, Maju e eu @ Bar do Wili
Setembro, um mês de muita correria no trabalho, ficou marcado por meu abandono esportivo. Ou melhor, marcado com ressalvas, pois até hoje muitos amigos nem sabem que larguei os gramados e continuo sendo interrogado sobre meu sumiço do Moisés Lucarelli. Uma nota triste: logo na virada de setembro para outubro morreu minha já velhinha hamster Bolacha.

Para encerrar, os últimos meses foram positivos na vida profissional: consegui resolver um impasse antigo e dessa resolução consegui visibilidade e redução de minhas tarefas, não recebi mais "defects" e consegui finalizar os treinamentos de todas as áreas de meu time. Como trabalho normalmente no fim de ano não devo viajar, apenas passarei a ceia de Natal com meu pai e não sei o que farei na hora da virada para compensar o último réveillon (e fechar o ano com chave de ouro), mas considero 2012 um ano excelente, quiçá o melhor de minha vida. Agradeço a todos que de alguma forma participaram dele, mesmo que apenas pela internet, em um ou outro papo em mesa de bar ou estando a meu lado por dois ou três meses.

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